Anjoluz (Angela Lúcia)

 

 

Ângela Lúcia já era um espírito iluminado quando encarnou para ajudar a pessoa amada a conseguir também a elevação espiritual.

 

Nossa Anjo nasceu em uma família muito pobre, tão miserável que seus pais, não vendo possibilidades de cuidar dela, com escassez de tudo, resolveram dá-la a uma senhora que morava sozinha e tinha melhores condições.

 

Ela foi entregue a essa senhora que era perturbada mentalmente e explorava muito a pequena menina, limitando sua vida a afazeres domésticos.

 

Ângela não podia brincar nem estudar, era como uma escrava particular e por qualquer coisa a sua mãe adotiva a castigava, impedindo-a até de sair à rua proibindo-a de “viver” como uma criança e de ter sua infância.

 

O tempo passou e em uma feira de artesanato, Anjoluz, agora com dez anos de idade, apresenta em uma barraca o que ela aprendeu a fazer para ajudar em casa, no tratamento de sua “mãe”.

 

Lá, ela conhece um casal que fica sensibilizado com o seu jeito doce e encantador e, em determinado momento, o casal pergunta se ela não desejaria morar com eles, estudar, brincar, viver.

 

Para a surpresa do casal, Anjoluz responde que não poderia ir e deixar a sua “mãe”, pois ela estava doente e precisava de sua ajuda. Impressionados e sensibilizados ainda mais com a pequena menina, falam que irão custear o tratamento de sua “mãe”.

 

A menina não aguentou em si de tanta felicidade e foi correndo contar a novidade. Entretanto, ao chegar, a mãe de Ângela já se encontrava no portão. Anjoluz estava atrasada para fazer o almoço e não adiantou a novidade: recebeu uma surra pelo atraso. Todavia, ela apenas sorriu.

Pouco tempo depois, sua “mãe” ficou enferma de tal modo que teve que ser internada. Foi aí que o casal a adotou.

Quando passou a morar com seus segundos pais adotivos, na fase madura, Ângela Lucia ficou compadecida com a situação de uma senhora que morava na rua e resolveu ajudá-la de forma mais direta.

 

Falou com seus pais e eles concordaram com a ideia de levar a senhora, conhecida por Dona Menininha, para sua casa. Ela ficou morando no quarto de Ângela. Sensibilizada e profundamente grata pelo gesto fraternal de Ângela, passou a chamá-la de Anjoluz, unindo as primeiras sílabas do seu nome. E o nome, apesar das negativas de Ângela, passou a ser utilizado por todos que a conheciam, inclusive hoje no mundo espiritual.

 

Os seus novos pais tinham muita admiração por Anjoluz e permitiam que ela usasse a casa para os seus desejos de fazer algo pelo próximo.

 

Foi assim que ela iniciou um serviço aos mais necessitados em sua própria casa adotiva.

 

Aos 18 anos finalmente conhece aquele que era o motivo da sua vinda a Terra. A afinidade entre ambos foi imediata, só que ele era de família muito rica e ela, muito simplória. Isso escandalizou a família do noivo que não desejava que houvesse o casamento.

 

O filho resolveu abandonar a riqueza e a herança dos pais por amor a Anjoluz. Foram viver de forma muito modesta, mudando de lá para cá, pelos subúrbios Carioca.

 

Até que Ângela conversou com o marido para se mudarem para um casarão e assim poderem ajudar as pessoas mais carentes. Ela encontrou um lugar e passou a fazer uma assistência mais direta ao próximo junto com o marido.

 

Mais tarde vieram saber que o casarão pertencia ao sogro que, ainda irritado com o casamento do filho, resolveu triplicar o valor do aluguel.

 

Anjoluz conversou com seu esposo. Eles poderiam se mudar para outro lugar, mas ela trouxe à reflexão de todos as sábias palavras de Jesus: “Daí a César o que é de César”.

 

Verificando as contas, eles se desdobraram ainda mais para atender os necessitados e honrar os compromissos assumidos.

 

Este estoicismo foi a gota d’água que faltava ao sogro, que acabou vitimando-a de forma fatal.

 

Anjoluz retornou para o mundo espiritual sublimada por ter cumprido sua missão.

 

Hoje, ela assumiu, em nome de Jesus, toda a área caritativa do Lar da Prece Bezerra de Menezes.