IMAGENS QUE RETRATAM A VIDA

 

Apóstolo dos tempos modernos

 

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Apesar de toda sua bondade e seu jeito simples, D. Bosco tinha inimigos. Certa vez, enquanto dava catecismo, um indivíduo tentou tirar-lhe a vida: “uma bala de arcabuz entrou por uma janela e varou-me a batina entre o braço e as costelas, indo fincar-se na parede”, escreveu Dom Bosco. Diante dos meninos, que ficaram apavorados, ele comentou: “Uma brincadeira um pouco pesada. Sinto muito pela batina, que é a única que tenho. Mas Nossa Senhora nos quer bem”.

 

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Os atentados não cessariam aí, mas Bosco tornando medidas de precaução conseguiu escapar ileso. Acima de tudo ele sabia que contava com a proteção de Nossa Senhora.

 

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Outro dia, D. Bosco foi chamado à taberna do Coração de Ouro, onde havia um agonizante. Chegando lá, vários homens comiam castanhas. Ofereceram e tentaram fazer com que ele tomasse um copo de vinho. D. Bosco não quis tomar. Tentaram fazer com que tomasse, a força. Ele tinha levado junto com ele alguns dos jovens mais fortes do Oratório. Os chamou. E assim conseguiu se desvencilhar da tentativa de morte.

 

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Um cão chamado Grigio toma-se grande protetor de D. Bosco nas suas saídas à noite. O animal estava sempre a postos para defender seu dono.

 

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Desde certo dia em que salvou Bosco da morte certa, o cão passou a acompanhá-lo até em casa. Com o dono, era manso como um cordeiro; com os inimigos, um leão furioso!

 

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Precisando sair à rua, D. Bosco tenta, mas é impedido pelo cão. Com isso, ele desiste de sua saída. No dia seguinte foi informado que um grupo armado o havia esperado a pouca distância. Seu fiel amigo pressentira o perigo e o salvara mais uma vez!

 

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Uma epidemia de cólera atinge a cidade. Todos os membros da casa real fugiram, seguidos por muitos outros. Os mais cautelosos não saem de casa. O número de vítimas cresce a todo instante.

 

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Um decreto municipal manda que todos os doentes sejam levados para os hospitais. Entretanto, não há mais vagas. Os médicos e enfermeiras fogem do local; há gente morrendo sem assistência.

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Em julho de 1854 a cólera-morbo invadira Turim de modo violento. Os primeiros casos se verificaram nos dia 30 e 31 de julho. O epicentro da pestilência foi o bairro do Dora, a poucos passos de Valdocco. Num só mês 500 morreram. No dia 5 de agosto D. Bosco fala aos rapazes. Começa com a promessa: “Se vocês se puserem na graça de Deis e não cometerem nenhum pecado mortal, eu lhes garanto que ninguém será atingido pela cólera. Sabem que o Prefeito lançou um apelo. Há necessidade de enfermeiros e assistentes para cuidar dos coléricos. Mas se alguns dos maiorzinhos tiverem coragem de me acompanhar nos hospitais e às casas particulares, faremos juntos uma obra boa e agradável a Deus.

 

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Muitos aderem àquele plano de auxílio. Foram dias de trabalho duro e nada agradável. Mamãe Margarida providenciava cobertores do Oratório. Em breve, tudo acabou. Uma mulher doente precisava ao menos de um lençol. Como não tinham mais nada, ela tirou a toalha do altar e deu, dizendo: “Jesus não vai reclamar”.

 

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A epidemia de cólera finalmente estava afastada de Turim. Os meninos de Dom Bosco já voltavam ao ritmo normal de colégio, com aulas e brincadeiras. Com a proteção de Nossa Senhora, nenhum deles adoeceu.

 

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D. Bosco cativava cada vez mais os jovens, com sua bondade e simpatia. O rebelde João Cagliero tornar-se-á no futuro missionário na Argentina e depois cardeal. Miguel Magone, antigo chefe de delinquentes é agora o líder dos colegas.

 

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Um dia, D. Bosco recebe a visita de um jovem. Chama-se Francisco Besucco. Ele ouvira falar de Bosco e seus garotos e disse estar interessado em estudar, brincar e ser alguém no futuro. Em sua casa vivia como pastor de ovelhas e gado.

 

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Miguel Rua,o garotinho dos velhos tempos a quem certa vez ele propôs uma sociedade com 50% cada um, é agora moço e mais maduro, e finalmente entende o significado daquela sociedade: tornar-se-á sacerdote no dia 29 de julho de 1860, e como Bosco, dedica-se por inteiro ao bem dos jovens. Ele será o primeiro sucessor de seu mestre.

 

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Um dos alunos de Dom Bosco, Domingos Sávio, nasceu em Riva de Chieri, em 2 de abril de 1842 e morreu em Mondonio di Castelnuovo d’Asti, no dia 9 de março de 1857. Toda a sua vida foi composta por uma busca da santidade segundo a fé católica. O amado e jovem Domingos Sávio teve uma vida de muita sensibilidade e em pouco tempo percorreu um longo caminho de santidade, obra mestra do Espírito Santo e fruto da pedagogia de são João Bosco. Aos doze anos de idade ocorreu um fato decisivo em sua vida: o encontro com São João Bosco, que o acolhe, como padre e diretor, em Valdocco (Turim) convidando-o para cursar os estudos secundários. O fato aconteceu no dia 2 de outubro de 1854.

 

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Ao descobrir então os altos ideais de sua vida como filho de Deus, apoiando-se na amizade com Jesus e Maria, lança-se à aventura da santidade, entendida como entrega total a Deus. Por amor, reza, coloca empenho nos estudos, sendo o companheiro mais amável.

Sensibilizado no ideal de são João Bosco, “Dai-me almas” deseja salvar a alma de todos e funda a companhia da Imaculada, da qual sairão os melhores colaboradores do fundador dos salesianos.

 

 

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Tomado por uma grave enfermidade aos quinze anos, regressa ao lar paterno da aldeia de Mondonio (município de Castelnuovo d’Asti), onde morre serenamente com a alegria de ir ao encontro do Senhor, exclamando aos seus pais: “adeus queridos pais, estou tendo uma visão linda! Que lindo!” O papa Pio XII o proclamou santo em 12 de junho de 1954.

 

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Um antigo sonho de D. Bosco é ter um grupo permanente de colegas para cuidar dos jovens abandonados. Procurou então o Ministro que lhe diz que, se quiser fazer algo nesse campo, deve fundar uma sociedade de religiosos que sejam, ao mesmo tempo, livres cidadãos perante o Governo.

 

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No dia 18 de fevereiro de 1858 D. Bosco segue para Roma e no dia 9 de março tem a primeira audiência com o Papa Pio IX. Na conversa acena para a ideia de fundar uma congregação adaptada aos tempos, aprovada pelo Papa. No dia 24 de março, segunda audiência. O Papa recomenda que ele ponha em prática a ideia de criar uma nova congregação, com regras suaves e de fácil observância. Talvez seria melhor chamá-la de Sociedade e não de congregação. No dia 6 de abril tem mais uma audiência com o Papa e D. Bosco volta a Turim no dia 14 de abril.

 

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No dia 9 de dezembro de 1859, D. Bosco julga ter chegado a hora de falar abertamente de Congregação religiosa. Aos 19 “salesianos” reunidos no seu quartinho, fala aos jovens sobre suas intenções. Deu uma semana para eles pensarem no assunto e depois responderem se iriam “ficar para sempre com Dom Bosco”. No dia 18 de dezembro reuniu novamente. Dos 19, 17 apareceram e deram seu sim. Serão Salesianos e farão parte da Sociedade de São Francisco de Sales, nome escolhido para a nova fundação.

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O nome “Salesiano” era derivado do patrono São Francisco de Sales, o homem cuja característica era a doçura e a caridade. -”Inspirai confiança aos jovens. Fazei-vos amar, fazei-vos um deles. Procurai prevenir o mal e não puni-lo”.

 

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Certa noite, em sonho, Bosco vê uma senhora majestosa que lhe mostra um enorme terreno. E como por encanto logo aparece ali um templo grandioso. -”Neste lugar quero que o meu nome seja glorificado. Esta é a minha casa, daqui sairá minha glória.”

 

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Depois do sonho, Bosco conseguiu comprar o terreno e preparava-se para começar a construção de uma grande santuário, dedicado à Nossa Senhora Auxiliadora. Sabia que lutaria com dificuldades, até mesmo para comprar meia dúzia de tijolos, mas sua fé em Nossa Senhora era inabalável. A obra iniciou em 1863 e foi retomada em março de 1864. Na época ele tinha apenas oito vinténs nos bolsos.

 

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Realmente, nunca faltou nada para a construção. Dia 9 de julho de 1868 os sinos anunciavam a solene consagração do templo e a missa de inauguração é realizada. D. Bosco mandou pintar um grande quadro para colocar na Igreja. A obra foi feita pelo pintor Lorenzone.

 

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Quatro anos mais tarde, Bosco ergue novo monumento: o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora. -”Vosso nome representa algo muito querido ao meu coração: sois Filhas de Maria Auxiliadora. Por vosso intermédio a Mãe de Deus quer ajudar as jovens simples do povo. Sereis muitas. Tantas que nem podeis imaginar!” No dia 5 de agosto de 1872, as primeiras 15 Filhas de Maria Auxiliadora recebem o hábito religioso. Onze fazem votos trienais. Inclusive Maria Mazzarello, que será a primeira Madre do novo Instituto. Isso tudo aconteceu na cidade de Mornese.

 

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Santa Maria Domingas Mazzarello

A 9 de Maio de 1837, nasce em Mornese-Piemonte, no Norte da Itália, Maria Domingas
Filha de camponeses depressa aprendeu a arte de trabalhar a terra. O seu pai, exerceu grande influência na sua formação pois era um homem honesto e cristão empenhado.

Na casa de campo da Valponasca distinguiu-se também pelo grande amor a Jesus Eucaristia: à noite, abeirava-se da janela do sótão que dava para a Igreja e aí adorava Jesus. O seu dia começava pelas 4 da manhã. Ia à Igreja da aldeia para participar na Eucaristia diária e pelas 7 já estava em casa para retomar a dura vida do campo.

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Tudo decorria com normalidade entre o trabalho do campo, e os empenhos do grupo da Imaculada, quando em 1860, rebenta a grande epidemia do tifo. Maín, como era conhecida, foi assistir uns familiares que recuperaram do mal mas em contrapartida contraiu ela a doença. Cura mas fica debilitada e impossibilitada de trabalhar no campo. Os planos de Deus são muitas vezes imprevisíveis mas são sempre planos de amor. Maria vai rezando e pedindo conselhos sobre o seu futuro especialmente ao P. Pestarino, responsável pelo grupo da Imaculada. A luz surgiu e, com a amiga Petronila, começou a aprender costura com o alfaiate da terra. Em breve estavam preparadas e abriram uma sala de costura para ensinar a catequese e ajudarem as meninas da terra a ganhar a vida honestamente. Os pedidos para acolherem meninas órfãs não se fizeram tardar e assim surgiu o 1º internato.
Entretanto em Turim, na mesma zona do Piemonte, D. Bosco, fundou uma obra para rapazes da rua e depressa obteve a aprovação do Santo Padre. Foi o mesmo que interpelou D. Bosco a fazer pelas meninas o mesmo que estava a realizar pelos rapazes. Pouco depois D. Bosco sonhou que um grupo de meninas pobres corriam ao seu encontro pedindo que cuidasse delas.

 

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Por esse tempo, D. Bosco encontrou-se num comboio com o P. Pestarino. Falaram do trabalho em favor da juventude e o P. Pestarino convida D. Bosco a ir a Mornese e aí entra em contacto directo com Maria Mazzarello, as suas colegas e a obra que as Filhas da Imaculada, grupo de leigas fundado pelo P. Pestarino, faziam. D. Bosco percebeu que aí estavam os recursos humanos para iniciar a missão em favor da educação das meninas.

A 5 de Agosto de 1872 nasce oficialmente o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora. Maria Domingas Mazzarello foi a primeira superiora. Foi amada por Irmãs e alunas e conseguiu, com o seu exemplo, ajudar as inúmeras dificuldades e pobreza dos inícios.
Faleceu com 44 anos, a 14 de Maio de 1881. O Instituto nessa altura tinha casas na Itália, França e na América Latina. Às Irmãs e jovens escreveu, estimulando-as a viver sempre na alegria, que é fruto da união com Deus e da confiança em Maria Auxiliadora. Hoje, o exemplo da sua vida, continua a animar outras jovens a percorrer o mesmo caminho de dedicação a Deus, servindo a juventude.

 

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De dia Bosco trabalhava e à noite escrevia, usando a mesma arma dos inimigos do bem. Fundou uma revista popular mensal – “Leituras Católicas”

-”Os inimigos dos jovens lutam sem parar. Por isso, nós também só descansaremos no céu!” Também nisso queria imitar a São Francisco de Sales, que usou a imprensa como meio para divulgar a fé católica.

 

 

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D. Bosco sonhou com uma região imensa e plana. Viu chegarem em sua direção homens perversos e guerreiros. O chão estava cheio de vítimas.

 

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No extremo da planície, um grupo de salesianos aproximava-se para pregar a religião de Cristo. Os selvagens, ao vê-los, lançaram-se com fúria sobre eles e os mataram.

 

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Outros missionários se aproximam, tendo jovens à frente. Bosco quer fazê-los recuar para escaparem do perigo. Mas ao verem os garotos e os salesianos, os guerreiros despojam-se das armas e tornam-se mansos cordeiros.

 

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A seguir, os missionários juntam-se a eles e ajoelham-se. Os selvagens fazem mesmo largando suas armas. Assim foi sonho de D. Bosco.

 

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D. Bosco enviará onze expedições missionárias. No dia 11 de novembro de 1875, D. Bosco entregou o crucifixo de missionário para os dez primeiros salesianos. Seu destino era a América do Sul e foram chefiados por João Cagliero, um dos primeiros alunos. D. Bosco os acompanhou até Gênova, para o embarque.

 

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-”procurai os necessitados e não as riquezas ou honrarias. Cuidai de modo especial dos jovens, dos doentes e dos pobres. Assim, tereis as bênçãos de Deus e a amizade de todos.” A 14 de dezembro de 1875 chegavam a Buenos Aires.

 

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Depois de estruturada a congregação na Itália e no exterior, Bosco começou a lançar as bases dos salesianos cooperadores, ou salesianos externos: professores, pais de família, jornalistas e advogados tornaram-se ativistas da juventude como ele. Desde os primeiros tempos do Oratório, D. Bosco tinha cooperadores para a sua Obra. Em 1876 D. Bosco deu-lhe forma definitiva. No início chamava-se “Pia União”. Escreveu um regulamento, enviando-o ao Papa para sua aprovação. Chegou com um “breve” de Pio IX em 9 de maio de 1876.

 

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Para manter unido esse grupo de apóstolos cristãos, iniciou a publicação do “Boletim Salesiano” uma revista mensal que informava, orientava e estabelecia planos de ação e métodos de trabalho. O primeiro número saiu um agosto de 1877. D. Bosco mandava entregar “a quem quer e a quem não quer”.

 

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Os trabalhos missionários tomaram tal vulto, que mais elementos preparados eram sempre requisitados. Para atender candidatos do interior e da cidade, que não tiveram oportunidade para estudar, Bosco abriu cursos para seminaristas adultos, em regime intensivo de tempo integral.

 

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Em Roma, o Papa Leão XIII chama Bosco e lhe confia uma tarefa: a construção do Santuário do Coração de Jesus. Mesmo sem receber nenhum dinheiro para o empreendimento, ele aceita a incumbência. Sua única solicitação é construir ao lado urna casa para meninos pobres.

 

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Quanto mais cresciam suas obras para a juventude, tanto mais o dinheiro se tornava escasso. Como peregrino dos jovens, saiu a pedir auxílio na Itália, França e Espanha. Na França D. Bosco foi buscar recursos para a construção da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, obra que o Papa o tinha encarregado de fazer. Ficou 4 meses, percorrendo cidades, de 31 de janeiro a 31 de maio de 1883.

 

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Mesmo já castigado pelos anos, D. Bosco saiu à procura de meios para construir o Santuário. Em Barcelona, um jovem lhe suplica que o ajude a enxergar. Ele convida o cego a rezarem juntos, pois assim, com fé, Nossa Senhora lhe traria a graça da visão.

 

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Voltando da França, D. Bosco confidenciou ao padre Rua, ainda no trem: -”Miguel, lembra daquela choupana da colina dos Becchi? É a minha casa. Que diriam meus amigos de Paris, se soubessem que todos os triunfos eram dirigidos a um pobre pastor de vaquinhas?”

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Depois de muitas dificuldades, finalmente o Santuário estava pronto. Na missa de consagração, no dia 14 de maio de 1885 D. Bosco se emociona. No dia 15 celebra a missa no altar de Maria Auxiliadora. Ele chorou muito nesta celebração. O P. Viglietti o acompanhava e perguntou, preocupado, no final da missa:

- que está havendo, Dom Bosco? Sente-se mal?

- Tinha diante dos olhos, viva a cena do meu primeiro sonho, aos nove anos. Eu via e ouvia minha mãe e irmãos discutindo o que eu tinha sonhado…

 

 

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Voltando a Turim, já não tinha mais força para caminhar. Suas palavras de despedida são um testamento de amor aos jovens. “Vamos fazer o bem a todas as pessoas. Diga aos meus jovens que os espero a todos no céu.”

 

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No dia 31 de janeiro de 1888, D. João Bosco deixava este mundo. Parecia mais um triunfo do que um luto o seu cortejo. A cidade parou para dizer-lhe um adeus de reconhecida gratidão.

 

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Beatificado no dia 2 de junho de 1929 e canonizado no dia 1 de Abril de 1934 por Pio XI. O Papa João Paulo II por ocasião do centenário da morte declarou-o: “Pai e Mestre da Juventude”.

 

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